O candidato do PSB à presidência da República, Eduardo
Campos, considerou, neste sábado (5) "lamentável" a troca de acusações
entre o governo federal e a prefeitura de Belo Horizonte, cujo prefeito
Márcio Lacerda é do seu partido, em torno da responsabilidade sobre a
queda do viaduto na capital mineira, que vitimou duas pessoas.
"É lamentável esse debate. Chega a ser um desrespeito às vidas que
perdemos. A responsabilidade é de todas as autoridades de fazer apuração
para ter a responsabilidade objetiva e do ponto de vista judicial",
disse.
Acompanhado de sua candidata a vice, Marina Silva, Campos visitou
neste sábado a abertura da Feira do Japão, no Centro de Exposição de
Imigrantes, em São Paulo. Na véspera do dia determinado pela Justiça
Eleitoral para o início da campanha eleitoral, Campos e Marina apenas
circularam pelos estandes da feira, cumprimentando e tirando fotos.
No contato com os frequentadores da feira, Marina era visivelmente a
mais conhecida dos dois e a mais assediada. "Com certeza, no dia da
eleição, nos teremos o conhecimento de 100% do Brasil, das opções que
vão ser oferecidas ao Brasil, das nossas ideias. Sobretudo, mostrando
que é possível mudar o Brasil para melhor, que o Brasil tem jeito e que
tem gente no Brasil tentando mostrar à sociedade que com coragem a gente
faz a mudança para valer", disse.
Campos e Marina iniciarão a campanha oficial em uma comunidade
próxima a Brasília. "A partir dali, vamos andar o Brasil. A partir do
dia 19 de agosto vamos ter televisão aberta fazendo propaganda eleitoral
para que possamos divulgar nossas ideias, pensamentos, aliança", disse.
Gastos de campanha - Das três principais candidaturas à Presidência, a
aliança PSB/Rede foi a que estimou menor limite de gasto de campanha. À
Justiça eleitoral, Campos estimou um teto de R$ 150 milhões, enquanto o
candidato tucano Aécio Neves declarou estimativa de R$ 290 milhões e a
presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, fixou limite de R$ 298
milhões. "Vamos fazer uma campanha que é baseada nas ideias, uma
militância espontânea, uma campanha que tem muitos voluntários. Estamos
fazendo o debate do plano de governo numa plataforma na internet há
cerca de seis meses com pesquisadores, cientistas, militantes do
movimento social que têm contribuído voluntariamente com suas ideias",
disse.
Campos afirmou ainda que pretende convocar a "sociedade indignada"
pelas redes sociais "a transformar a indignação em atitude de mudança".
Da AE

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